Nos últimos anos, o NPS (Net Promoter Score) se tornou uma das métricas mais populares quando o assunto é experiência do cliente (CX). Quase toda empresa já aplicou, em algum momento, a famosa pergunta:
“De 0 a 10, o quanto você recomendaria nossa empresa a um amigo ou colega?”
Mas, apesar da ampla adoção, muitas organizações ainda não compreendem totalmente o poder do NPS – nem como utilizá-lo de forma estratégica para impulsionar a lealdade e o crescimento sustentável.
📊 O que realmente mede o NPS?
Criado por Fred Reichheld, o NPS busca identificar o nível de lealdade dos clientes e prever o crescimento orgânico de uma empresa com base em indicações.
As respostas são divididas em três grupos:
- Promotores (nota 9 ou 10): clientes entusiasmados, que recomendam e defendem a marca.
- Neutros (nota 7 ou 8): clientes satisfeitos, mas sem entusiasmo suficiente para promover.
- Detratores (nota 0 a 6): clientes insatisfeitos, com alto risco de churn e críticas negativas.
A fórmula é simples, mas poderosa:
NPS = % de Promotores – % de Detratores
O resultado varia de -100 a +100, e quanto maior o número, maior o nível de lealdade.
⚠️ O erro comum: medir sem agir
Muitas empresas tratam o NPS como um número de vaidade, sem explorar o que realmente importa: os motivos por trás das notas.
Aplicar a pesquisa e não ouvir o cliente é o mesmo que ligar o GPS e ignorar o caminho.
O verdadeiro valor está em analisar os feedbacks abertos, compreender os pontos de atrito e agir rapidamente sobre eles.
Empresas maduras em CX transformam o NPS em uma ferramenta de melhoria contínua, envolvendo times de produto, atendimento, marketing e operações nas ações corretivas.
🚀 Exemplos de empresas com alto NPS
As empresas que se destacam em NPS têm algo em comum: colocam o cliente no centro das decisões e usam a métrica como bússola estratégica.
- Apple (Tecnologia): mantém NPS médio acima de 70. O segredo? Experiência consistente, simplicidade e suporte ágil.
- Nubank (Serviços Financeiros): referência no Brasil, com NPS em torno de 85. O foco está em atendimento humano, empático e resolutivo.
- Netflix (Entretenimento): gira em torno de 60, sustentado por personalização e facilidade de uso.
- Amazon (E-commerce): um dos benchmarks globais, com NPS acima de 70, impulsionado por conveniência e experiência fluida.
- Toyota (Indústria): com NPS acima de 60, a marca construiu reputação sólida em confiança, qualidade e pós-venda.
Esses exemplos mostram que não existe um setor “melhor” que o outro — o diferencial está em como cada empresa usa o NPS para aprimorar sua jornada.
🧭 NPS como cultura, não apenas métrica
Implementar o NPS não deve ser uma ação isolada do time de CX.
Quando o resultado é compartilhado com toda a organização, ele se transforma em cultura de melhoria contínua e empatia.
Empresas que escutam seus clientes de forma genuína conseguem:
- Reduzir churn e aumentar retenção;
- Aumentar o boca-a-boca positivo;
- Fortalecer a confiança e o valor da marca.
O NPS é simples de aplicar, mas profundo em significado.
Mais do que uma métrica, ele é uma ponte entre o que a empresa entrega e o que o cliente realmente percebe.
O segredo está em transformar cada resposta em ação.
Porque, no fim das contas, não é o NPS que fideliza o cliente – são as decisões que tomamos a partir dele.

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